21 de out de 2017

Resenha: O medo mais profundo

O medo mais profundo
Harlan Coben
2016, Arqueiro

Sinopse:

Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.

Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.
Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.

Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Eu já li alguns livros de Coben, e gostei de todos, mas esse foi o primeiro com o protagonista Myron Bolitar. Então, não conheço a história do personagem até chegar em "O medo mais profundo" mas isso não atrapalhou em nada minha leitura. Pelo contrário, me deixou curiosa para ler os outros livros que o trazem como protagonista.

Myron é um agente esportivo que teve sua carreira de sucesso no basquete universitário americano interrompida por uma grave lesão durante um jogo. Lesão que ele acredita que foi "encomendada" por seu rival, Greg, ex-marido e pai dos dois filhos de Emily Downing.

Emily foi namorada de Myron, mas depois que se casou com Greg, não teve mais contato com ex-namorado, ,reaparecendo agora na vida dele com uma bomba: seu filho Jeremy está doente e morrerá caso não encontre um doador de medula. Um possível doador sumiu do mapa e ela precisa da ajuda de Myron para encontrar essa pessoa. E seu argumento para conseguir a ajuda do ex-namorado é perfeito: ele é o verdadeiro pai de Jeremy. 

Bom, está ai o pano de fundo desse romance policial. Já dá para imaginar a motivação que Myron teve para buscar o doador e não se intimidou quando a história foi ficando mais complicada com o envolvimento de pessoas influentes, perigosas e casos nunca resolvidos pelo FBI. 

Gostei muito do personagem principal. Mesmo não sendo sua primeira aparição, o autor oferece as informações necessárias para entendermos sua personalidade, seu carater, suas paixões. 

A trama segue em constante evolução, não tendo nenhum daqueles momentos estagnados que desmotivam a leitura. Por isso você sente que as páginas vão virando sozinhas sem você conseguir pausar a leitura. 

O final não chegou a ser óbvio, nem surpreendente, mas foi um excelente exercício de quebra-cabeça, de reflexão dos fatos para se chegar a conclusão final. 

Recomendo mais esse livro de Harlan Coben! Só a capa que eu não curti...

E você, também gosta dos livros dele?

Conheça os livros do autor já resenhados aqui na Estante:

29 de set de 2017

Resenha: A pequena pianista


A pequena Pianista

Jane Hawking
2017, Única

SINOPSE
Uma vez sentada diante do piano, Ruth se aplicava de coração ao instrumento e à música, esquecendo as reservas inconscientes que pudesse ter sentido.
Ruth nasceu em uma Londres ainda muito marcada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial. Uma criança observadora e pensativa que se vê diante de um mundo adulto confuso, misterioso e de histórias incompletas. Seu maior refúgio está nas lembranças de um tempo mais simples, quando visitava seus avós em Norhambury. À medida que se aproxima da própria adolescência, Ruth descobre a motivação para perseguir o seu sonho de se tornar uma pianista renomada, ao mesmo tempo que se depara com os segredos de sua família ao longo do caminho.
A pequena pianista é um romance sobre a natureza imprevisível do comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino, apesar dos desafios. Uma história sobre diferentes tipos de amor entre pais, avós e crianças, entre jovens descobrindo a primeira paixão e, acima de tudo, o amor pela música.
É hora de fechar a porta do passado e dar uma chance ao futuro.
Pensem em um livro lindo, profundo e encantador. É esse!
A pequena pianista é uma grande história (literalmente, o livro tem 464 páginas!) sobre a pequena Ruth, uma menina que nasceu em uma Londres ainda muito afetada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial.

A autora é a Jane Hawking, a mesma de A teoria de tudo, cuja adaptação para o cinema rendeu o Oscar de melhor ator ao Eddie Redmayne.

Voltando para história, Ruth é filha de John (a quem ela chama de Papai) e de Shirley, com quem tem uma relação extremamente distante e cheia de mistérios.
Desde criança, Ruth viu seus pais discutindo sobre assuntos que ela não entendia e que ninguém se importava em explicar e, por isso, cresceu com muita dificuldade de se conectar com a mãe, com a casa e com o mundo no qual vive.
Os seus dias felizes, e que lhe renderam as melhores memórias, foram quando ela visitava os avós em Norhambury, Nan e Vovô. A casa dos avós é o único lugar no qual Ruth podia ser ela mesma e ser querida e amada incondicionalmente por isso. E também foi lá que ela aprendeu a tocar piano, graças a influência de uma tia falecida que ninguém quer falar a respeito, por mais que Ruth sinta-se fascinada por ela.
A paixão pelo piano e pela música cresce muito rápido dentro de Ruth, e o talento também! Mas, como muitas coisas em sua vida, ela não pode compartilhar esse dom com os pais. Com isso, passa por muitas coisas pra conseguir praticar e deixar aflorar esse dom.

Na quarta capa do livro está escrito que é uma história sobre "a natureza imprevisível sobre o comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino", e essa frase não poderia descreve melhor.
Todas as páginas são repletas questões sobre relações familiares, amor, segredos, mistérios e dúvidas.

E o que eu mais gostei: a autora deixa a história bem aberta, permite muitas interpretações dependendo de cada leitor. E até no final, ainda ficam muitos pontos duvidosos... Será que vem um outro livro por aí? Espero que sim!

Sobre a parte gráfica do livro, sou suspeita para falar, mas está linda (e dá para perceber isso só de ver a capa, né?).

Recomendo muito participar da escrita impecável de Jane Hawking!


28 de ago de 2017

Resenha: Dois a dois

Dois a dois
Nicholas Sparks
Arqueiro, 2017

SINOPSE:
Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos. Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva - e a se abrir para antigas e novas emoções.
Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado. 
Em 'Dois a dois', Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Eu adoro ler Nicholas Sparks e até sua obsessão pela morte eu já compreendi quando li Três semanas com meu irmão (conheça aqui), mas a experiência com Dois a dois foi um pouco diferente. 
Nesse livro, Sparks conta a história de Russ, um marido apaixonado, romântico e bom pai que se vê sua profissional virar de cabeça para baixo e junto com ela, seu casamento. A esposa Vivian é repugnante, para simplificar. Egoísta e mimada, ela se afasta do marido e da filha deixando toda a responsabilidade pela pequena London, de cinco anos, a cargo do pai. Claro que é esse fato que apresenta o tema principal do livro, a relação entre Russ e sua filha. Um linda relação que vai se construindo aos poucos.

Mas afinal, o que aconteceu durante a leitura que eu não tive a mesma experiência dos livros anteriores? Eu achei maçante, entediante e monótono! Das 501 páginas do livro, eu só consegui me envolver quando faltavam 50! Dá para acreditar? São páginas e páginas de uma Vivian egocêntrica que distorce a realidade e um Russ que se lamenta o tempo todo. O que salva a história são os personagens secundários, esses sim, mais interessantes. A irmã de Russ, Marge, é ótima!

Sempre gostei da escrita fluida de Sparks, sem muita enrolação, mas em Dois a dois eu nem conseguia identificar isso. Só "o encontrei" na história quando uma tragédia se abate sobre a vida de Russ e sua família e a trama ganha um novo ritmo.
Quanto a relação de Russ e London, ela é descrita pelos personagens que interagem com eles na história como algo incrível, raro. Será tão raro assim? Só em meu círculo de amizades conheço vários pais que são assim, amorosos e envolvidos com a educação dos filhos. Aqui em casa tenho o melhor exemplo disso, então me desculpe, mas não consegui me maravilhar com o relacionamento deles.

Dois a dois foi para mim uma decepção e empurrei a leitura até o final. Confesso que foi o primeiro livro de Sparks que eu não gostei, que foi difícil de ler. 

Mas tenho que fazer um registro sobre a capa: linda! E retrata uma cena bela e delicada da história.