26 de dez de 2017

Resenha: Belo Funeral - Irmãos Maddox 5

Belo Funeral - Irmãos Maddox 5
Jamie McGuire
2017, Verus

SINOPSE:

Onze anos depois de fugir para se casar com Abby em Las Vegas, o agente especial Travis Maddox faz a justiça chegar até o chefão da máfia Benny Carlisi. Agora o clã mais antigo do crime organizado da cidade está determinado a se vingar, e todos os membros da família Maddox se tornam alvos em potencial. 

O segredo que Thomas e Travis guardaram por uma década será finalmente revelado, e pela primeira vez os Maddox vão se desentender. Embora todos eles já tenham experimentado a perda em algum ponto da vida, a família cresceu, e os riscos agora são maiores do que nunca. 
Com os irmãos brigando entre si e as esposas se vendo obrigadas a tomar partido, cada membro da família terá de fazer uma escolha: deixar o medo separá-los ou torná-los mais fortes. 
Belo funeral é o volume mais eletrizante da série Irmãos Maddox e vai manter os leitores grudados nas páginas até o fim emocionante. Perder nunca foi fácil para os Maddox, mas a morte sempre vence. O quinto e último volume da série Irmãos Maddox.

Com Belo Funeral, Jamie McGuire encerra a série Irmãos Maddox. Nesse livro encontramos os casais Maddox onze anos após Belo Desastre, a história que deu início a tudo e que deixou uma ponta solta que é a causadora dos acontecimentos atuais. 

De cara o leitor já pensa: qual Maddox vai morrer? Se considerar ainda que a máfia está atrás da família, a coisa só piora.

A história gira em torno do segredo que Thomas e Travis guardaram da família durante todos esses anos e que vem a tona com a forte ameaça da máfia e o risco eminente da família perder um de seus amados filhos. 

Nesse livro, a autora vai mostrando um pouco da vida de cada um dos casais Maddox com seus filhos e de Jim. A família cresceu muito! Foi divertido acompanhar esse desfecho, mas confesso que não sentia falta de um quinto livro. 

Defino Belo Funeral como uma forma de matar a saudades de cada um dos apaixonantes e briguentos irmãos, nada mais. Para quem acompanhou a série, vale sim a leitura, principalmente para descobrir de quem será o belo funeral!

13 de dez de 2017

Resenha: Bruxa da noite - Livro um da trilogia Primos O'Dwyer

Bruxa da noite - Livro um da trilogia Primos O'Dwyer
Nora Roberts
Arqueiro, 2015

SINOPSE:
De uma das autoras mais queridas do mundo chega uma trilogia sobre a terra a que nos conectamos, a família que guardamos no coração e as pessoas que desejamos amar...

Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.

Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera.

Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.

Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.

Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ronda a família de Iona precisa ser derrotado.

Agora parentes e amigos vão brigar uns com os outros – e uns pelos outros – para manter viva a chama da esperança e do amor.

Dos livros da Nora Roberts que já li, esse é o mais diferente! Embora tenha o romance entre personagens, o tema principal da história é a magia e o poder e a responsabilidade que vem dela.


Bruxa da Noite é o primeiro livro da trilogia Primos O'Dwyer, herdeiros de uma magia antiga e de uma rivalidade com um poderoso bruxo da escuridão. Mais de 700 anos atrás, viveu uma bruxa poderosa chamada Sorcha e seus três filhos que ainda estavam descobrindo seus poderes. Sorcha enfrentava a cobiça de um bruxo que utilizava o lado escuro e sombrio do poder, Cabhan. 
Para derrotá-lo e salvar os filhos, Sorcha transmite para as crianças seus poderes, tornando-os mais fortes e sela a forte ligação que cada um tem com seus animais de estimação: Brannaugh e seu cão e protetor, Kathel; Eamon e o falcão Roibeard e Teagan com o cavalo Alastar.

Nos tempos atuais, Iona, uma americana com origem irlandesa, chega ao país de seus antepassados para conhecer os primos Branna e Connor e saber mais sobre a história de sua família que foi passada de geração em geração e do perigo que estão designados a enfrentar. Juntos, eles formam um novo círculo para lutar contra Cabhan que está retornando. 

E imagina quem está por perto? Branna tem um cão fiel chamado Kathel, Connor trabalha com falcões e seu preferido é Roibeard e claro, Iona acaba encontrando seu Alastar. Além dos animais que descendem dos primeiros protetores, três grandes amigos se juntam aos primos, Fin, Meara e Boyle. Nesse ponto, os leitores acostumados com a autora já é capaz de formar os pares românticos da história.

É um livro diferente e muito gostoso de ler. A presença da magia na vida dos  protagonistas é apresentada como algo especial, porém não assustador e todos convivem tranquilamente com esse fato. O foco desse primeiro volume da trilogia é Iona, sua descoberta da magia, o início de um romance e o confronto com Cabhan. 

Terminei a leitura bem rápido e já fui em busca dos outros dois volumes. Se você gosta de Nora Roberts, vai curtir essa trilogia onde não só o amor está no ar, mas a magia também!

6 de dez de 2017

Resenha: Em busca de Watership Down

Em busca de Watership Down
Richard Adams
Planeta, 2017

SINOPSE:

Quando um coelho vidente prevê a destruição da toca onde vive, ele se une a seus amigos para achar uma nova casa. No caminho rumo à mítica colina de Watership Down, enfrentam rivais e armadilhas. Mas, mesmo depois de chegarem e, teoricamente, encontrarem um lugar seguro para viver, precisarão lutar para salvar a colônia vizinha e repopular a própria comunidade.
Em busca de Watership Down fala de dominação e opressão, de fascismo e utopia, de mitologia e delírio coletivo, de sentimento de comunidade e de loucura. No Reino Unido, ocupa o segundo lugar entre os juvenis de fantasia mais vendidos do século XX, atrás apenas da saga Harry Potter.

Em busca de Watership Down foi uma agradável surpresa! O título faz parte dos lançamentos da Editora Planeta do segundo semestre desse ano e  eu o escolhi para leitura depois de ver a sinopse que me intrigou um pouco. Apesar de gostar muito de fantasia, tive dúvidas se um livro que narra as aventuras de coelhos iria me encantar.... mas encantou!

Durante 460 páginas acompanhamos as aventuras de Quinto, Avelã e os outros coelhos machos que abandonam o viveiro depois que Quinto teve uma visão, prevendo a destruição total do lar deles. Eles partem em busca de um novo lugar para formar o viveiro, liderados por Avelã.

Enfrentam todos os perigos possíveis, com algumas perdas e conquistas pelo caminho. Mas o maior desafio é conseguir fêmeas e ninhadas para que o novo viveiro prospere. 

Podemos dizer que o livro é uma fábula, embora o único aspecto humano dos animais da história é falar. O autor fez questão de manter todas as características originais dos animais.  A única coisa que eles fazem que os diferencia dos animais verdadeiros é falar. E por falar no autor, Richard Adams escreveu essa história no início dos anos 70. Ele criava história para entreter as filhas em viagens longas e depois, a pedido delas, transformou essa grande aventura em livro. A primeira publicação foi em 1974. 

Mas Em busca de Watership Down não é uma história boba para criança dormir! É uma  trama que envolve o despertar da liderança, da fé e da coragem, além de tratar sobre dominação, opressão e delírio coletivo e, mais do que tudo, de sobrevivência. O livro que começou como entretenimento para crianças se tornou uma das melhores fantasias do século XX, um clássico da literatura britânica. 

E agora em 2017 a Editora Planeta relançou esse clássico em uma edição primorosa em capa dura com detalhes dourados. Uma edição para colecionador, com certeza. 

Então se você gosta de se aventurar em leituras que o tirem de sua zona de conforto, eu indico Em busca de Watership Down. Assim como eu, você será positivamente surpreendido. 

1 de dez de 2017

Sorteio (encerrado): Hoje a festa é sua!

Encerrado. Confira os ganhadores em http://livro-apaixonado.blogspot.com.br/2017/12/resultado-sorteio-hoje-festa-e-sua.html?m=1

Um super sorteio será realizado em parceria com o blog Livro Apaixonado no dia 25/12 . Serão sorteados 42 livros! 
Vários blogs literários se uniram para oferecer essa oportunidade sensacional para seus leitores. São diversos kits em três plataformas: blogger, instagram e youtube e olha que legal: você pode participar de quantos quiser. 

Nós da Estante da Ana fazemos parte do sorteio no instagram (@estante.da.ana) com esse super kit:


Legal, não é? Então não fique de fora e participe hoje mesmo. É só acessar os links abaixo:

Kit 2 no instagram (nosso kit)

Kit 1 no instagram

Kits do sorteio no blogger

Kit 1 do sorteio no youtube

Kit 2 do sorteio no youtube     

E aqui voce encontra um video da Gabs, uma das parceiras no sorteio, explicando tudo! 

30 de nov de 2017

Resenha: Estopinha

Estopinha - A autobiografia da vira-lata mais amada do Brasil
Alexandre Rossi
Outro Planeta, 2017

SINOPSE:
Ela é atriz, blogueira, bagunceira e está sempre na TV. Dona de um carisma sem igual, Estopinha Rossi é a vira-lata mais querida do Brasil!
Com quase 3 milhões de seguidores no Facebook, é porta-voz dos cachorros e tem como missão ensinar aos adultos o que os cãezinhos querem de verdade: um lar quentinho, petiscos gostosos e, principalmente, o amor dos humanos.
E ela conseguiu tudo isso! Recolhida das ruas, foi adotada, devolvida por mau comportamento até encontrar uma família que a ama do jeito que ela é.
Com Alexandre Rossi, adestrador e especialista em comportamento animal, Estopinha ganhou voz e hoje dedica-se a mostrar ao mundo a importância da adoção animal e a felicidade que é ter um bichinho na família.
Conheça a história da It Dog Estopinha e todos os seus segredos, do tufinho ao rabico! Você certamente vai se apaixonar por essa vira-lata.

Acredito que todo mundo que participa de alguma rede social já ouviu falar na Estopinha
Essa vira-lata que foi resgatada, adotada e abandonada, teve sua vida totalmente mudada pelo zootecnista, especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi. 

Estopinha ficou famosa nas redes sociais com postagens divertidas. Seu pai, Alexandre, da voz a pequena vira-lata, mas seus seguidores interagem com ela e curtem suas postagens como se fosse a própria cachorrinha publicando. Parece maluco, mas é bem isso mesmo. 

Nesse livro lançado pela Editora Planeta, com o selo Outro Planeta, Estopinha conta sua vida desde o comecinho quando vagava pelas ruas com seus pais biológicos e irmãos até o dia em que tudo se transformou ao ser escolhida pelo Alexandre. Além da "vidica" dela, o leitor encontra dicas para adoção e cuidados com os pets.  É um livro multifunções! E lindamente ilustrado com fotos da estrela da família Rossi, que conta ainda com charmoso cão de pernas longas Barthô e a recém-chegada gata Miah.

Quero destacar os capítulos lindos em homenagem a dois cães que já partiram mas que tiveram papel especial na vida do Alexandre: Sofia, sua primeira "assistente" e Baruck, o labrador que foi o primeiro irmão adotivo da Estopinha na família Rossi. Achei linda a homenagem, pois mesmo partindo esses anjos permanecem no nosso coração.

Estopinha é uma leitura rápida e gostosa indicada para todos os apaixonados por cães. 

Gostou do livro e quer ganhar um? Partipe do nosso sorteio que acontecerá no dia 15/12/2017. Veja como participar clicando aqui.


Estopinha e Barthô


19 de nov de 2017

Resenha: Origem

Origem
Dan Brown
Arqueiro, 2017

Sinopse:
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. 
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

De onde viemos? Para onde vamos?
Essas são as duas perguntas que a humanidade tem feito e que o futurólo Kirsch promete responder em uma apresentação virtual bombástica que vai abalar a fé e as estruturas das religiões em escala mundial. Esse é cenário do novo e polêmico livro de Dan Brown.

Como sempre, Dan Brown gosta de abordar assuntos polêmicos, sempre dando sua cutucatinha na igreja. Dessa vez, não seria diferente. 

"Você prefere viver em um mundo sem religião ou sem tecnologia?"

Essa é uma das provocações de Brown faz em seu livro que trás novamente o professor Robert Langdon como protagonista. Langdon estava no lugar errado, na hora errada... ou seria no lugar certo, na hora certa? Bom, como sempre acontece com ele, tudo vai bem até que ele se vê em meio a uma perigosa perseguição, correndo contra o tempo para desvendar mistérios e charadas e salvar o mundo. Seguindo a fórmula já conhecida do autor, Langdon conta com a ajuda de um jovem e bela mulher, neste cado a futura Rainha Consorte da Espanha, Ambra Vidal. 

Inicialmente ambientada em Bilbao, no moderno Museu Guggenheim, a trama guia o leitor para a fascinante cidade espanhola Barcelona, com sua rica arquitetura e as obras de Antoni Gaudí. 

Durante toda a história o leitor fica se perguntando qual seria essa grande descoberta de Kirsch, mas quando o mistério enfim se revela, eu não achei tão impactante assim! O livro tem um bom ritmo... um pouco mais lento no início, mas vai se tornando mais intenso com o passar das horas e as descobertas de novas pistas. 

Tem um personagem que é bem inquietante e que provoca reflexões de onde podemos chegar (e se devemos chegar) com o avanço da inteligência artificial. Winston foi para mim o personagem mais interessante do livro.

Se é o melhor de Dan Brown?  Na minha opinião, não! O tema é ótimo, é questionador e inquietante, mas para quem já leu as outras obras do ator, fica a sensação de saber como as coisas vão acontecer, como vai se desenrolar. Acaba sendo o mesmo roteiro com outra temática.

Ahh, é impossível ler Origem sem dar ao personagem Langdon o rosto de Tom Hanks! 





11 de nov de 2017

Sorteio (encerrado): Estopinha, a "autobiografia" da vira-lata mais amada do Brasil

SORTEIO REALIZADO. GANHADORA: ANA I J MERCURY



Estopinha, a vira-lata mais famosa e amada do Brasil lançou sua biografia, contando como passou de cãozinha abandonada para a blogueira, atriz e filha amada da família Rossi.

Com 3 milhões de seguidores nas redes sociais, Estopinha diverte e informa os "tios", como ela chama os humanos que a acompanham, sempre com postagens divertidas e um jeitinho especial de "falar". É impossível não amar essa fofa!

Para comemorar nosso amor pelo cães e também tietar um pouquinho essa estrela querida, vamos sortear um exemplar do seu livro, oferecido pela Editora Planeta. 

É super fácil participar, basta residir no Brasil e seguir esses passos bem simples:

1. Curtir e compartilhar em modo público o post do sorteio, marcando dois amigos (Muito importante, não esqueça): encontre o post aqui.

2. Acessar o Yes Ganhei e confirmar sua participação: confirme aqui.

Se gostou da promoção e quer ficar por dentro das novidades, curta também:

-A página da Estante da Ana no facebook: clique aqui


- A página da Editora Planeta no facebook: clique aqui

O sorteiro será realizado no dia 15/12/2017

Atenção: Somente estará apto a receber o prêmio quem cumprir as duas etapas. Caso o sorteado não tenha cumprido uma das etapas, será imediatamente desclassificado e será realizado novo sorteio.

O vencedor será divulgado no blog e na página da Estante da Ana no facebook. Ele terá 5 dias para entrar em contato e informar seus dados para envio do prêmio. 
A Estante da Ana terá o prazo de 30 (trinta) dias para enviar o prêmio para o endereço informado.

O livro a ser sorteado é uma cortesia da Editora Planeta, mas a responsabilidade do envio ao vencedor é única e exclusiva do blog Estante da Ana, não tendo a editora qualquer responsabilidade no sorteio.

2 de nov de 2017

Resenha: A eternidade numa hora

A  eternidade numa hora
Rubem Alves
2017, Planeta

Sinopse:
Coletânea de três outros livros de Rubem Alves, todos inspirados na poesia do inglês William Blake, A eternidade numa hora reúne crônicas que permitirão ao leitor o mais profundo contato com o que a prosa desse grande escritor brasileiro revela.

Com Um mundo num grão de areia, O céu numa flor silvestre e O infinito na palma da sua mão reunidos em uma única edição, será possível compreender o quão sublime e magnífico é o mundo, a riqueza e infinitude do universo humano e toda a beleza divina - manifestada nas artes, na natureza e nas descobertas humanas. Estes são os temas das crônicas aqui reunidas.

Tocar o infinito, viajar pelo mundo irrevelado que habita cada ser humano como um minúsculo grão de areia e contemplar a beleza que as palavras de Rubem Alves capturam. Seu olhar certamente está transformado ao final da leitura desse livro.

Vou começar a falando que essa capa foi encanto a primeira vista... olha pra ela... estou certa ou não? 

Como essa linda edição contempla três obras do autor, vou falar um pouco sobre cada uma delas separadamente, ok? O que mais me tocou em cada um deles.


Um mundo num grão de areia
O ser humano e seu universo

Amor, mãe, morte, medo, drogas, pai, bagunça... esses são alguns dos temas abordados em Um mundo num grão de areia. Textos curtos, mas que provocam uma reflexão imensa no leitor. Vou falar de um em especial que me tocou demais: O pai.


"Era isso que eu queria ser. Eu queria ser ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...".

É incrível como poucas palavras podem resumir tão bem o sentimento de pais ao olhar o filho pequeno, indefeso. E é isso que Rubem Alves fez tão bem em O pai. Transformou em palavras o amor protetor dos pais. A insegurança e pavor que nos acomete durante a adolescência quando os filhos começam a bater suas asas fora do ninho. Seguida do alívio ao ouvir a porta bater na madrugada, sabendo que o filhote retornou. 
E o medo maior: a solidão do ninho não ser mais ninho.

"Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção no ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. 
Sei que é inevitável que eles voem em todas as  direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira...
Mas, o que eu queria mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo..."


O infinito na palma da sua mão
O sonho divino ao nosso alcance

No segundo livro que compõe essa edição, um dos textos que mais me chamou a atenção foi Minha herança, onde Rubem Alves nos fala sobre o que de mais valioso podemos deixar aos nossos herdeiros. Uma reflexão sobre o que realmente importa na vida. Simples, mas podemos passar pela vida sem nos dar conta disso.

"Eu quero deixar um pedaço de mim. Pedaços de mim são as coisas que eu amo. Tenho imóveis, um carro e alguns investimentos. Mas não sinto alegria alguma ao pensar nessas coisas. Elas não fazem parte de mim. 
Desejo deixar pedaços da minha alma para os meus herdeiros. E a minha alma é feita de poesia e música.
Preciso fazer um índice dos meus poemas favoritos, para que meus herdeiros possam encontrá-los. Eles saberão que, ao ler os poemas que amo, estarão comigo".

Sobre deuses e rezas também tocou em um ponto delicado das devoções. Será que quem sempre fala de Deus é quem realmente está mais próximo Dele? Veja a reflexão que o autor nos trás:

"Pois Deus é como o ar. Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar. Mas quando a gente está atacada de asma, então é preciso ficar gritando por Deus Do jeito como o asmático invoca o ar. Quem fala com Deus o tempo todo é asmático espiritual. E é por isso que anda sempre com Deus engarrafado em Bíblia e noutros livros e coisas de função parecida. Só que o vento não pode ser engarrafado..."


Um céu numa flor silvestre
A beleza em todas as coisas.

No último livro, Rubem Alves nos fala sobre as belezas das mais diversas formas: a beleza revelada pelo divino, a beleza das artes, da natureza e as que o Homem cria e descobre. Me chamou a atenção outro texto sobre Deus, Esquecer para lembrar em que ele nos compara com uma casa antiga que foi pintada diversas vezes, sendo uma tinta coberta por uma nova até que o parede original fica total encoberta. Assim seria nossa relação com muitas coisas no mundo, inclusive Deus.

"Ao nascermos, somos pinho-de-riga puro. Mas logo começam as demãos de tinta. Cada um pinta sobre nós a cor de sua preferência. Todos são pintores: pais, avós, professores, padres, pastores. Ate que o nosso corpo desaparece. Claro, não é com tinta e pincel, é com a fala. A tinta são as palavras. Falam, as palavras grudam no corpo, entram na carne. Ao fim, nosso corpo está coberto de tatuagens, da cabeça aos pés. Educados. Quem somos?"

"Nossos olhos, espelhos, através dos anos, foram sendo cobertos com as pinturas que os religiosos diziam ser imagens do rosto divino. E o espelho deixou de ser espelho. Agora olhamos bem para ele e o que vemos não é o rosto de Deus, mas as palavras que os homens escreveram sobre ele: caricatura grotesca, que não é possível amar. 
É preciso restaurar o espelho (...)".

A eternidade numa hora foi para mim uma leitura diferente do que estou acostumada. Uma pausa, muito bem-vinda, entre romances, suspenses policiais e os demais livros que me atraem naturalmente. E foi uma leitura gostosa, leve, apesar dos temas abordados. Alguns textos promovem uma reflexão maior, outros menos, mas em sua maioria são interessantes pensamentos. Um livro para ter na sua estante e retornar a ele sempre que quiser. 
Com certeza, uma leitura que vale a pena! 

31 de out de 2017

Comprei uma caixa da Tag Literária!

Dois meses atrás (sim, estou muito atrasada) eu realizei uma vontade: comprei uma caixa da Tag Literária! 
Para quem não conhece ainda, acesse o site: https://taglivros.com.
Resumindo: é um clube de leitura por assinatura, com edições especiais e brindes. Acompanho o trabalho deles há muito tempo e sou muito fã. Cada edição é impecável e uma verdadeira experiência de leitura.
O que me fez, finalmente, assinar o clube foi que a edição de julho foi um livro exclusivo, em homenagem ao aniversário de 3 anos da Tag.

Na verdade, foi essa descrição no site deles que definiu minha compra:
"O escritor Luiz Ruffato foi o responsável por desafiar 10 grandes autores de língua portuguesa a selecionarem um conto clássico e escreverem sua própria releitura. A coletânea, intitulada Uns e outros, contém tanto os dez contos clássicos escolhidos quanto suas releituras inéditas.
Na organização da coletânea: Luiz Ruffato e Helena Terra. Os autores desafiados: Ivana Arruda Leite, Luiz Antonio de Assis Brasil, Beatriz Bracher, Milton Hatoum, Eliane Brum, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves, José Luis Peixoto, Maria Valéria Rezende e Cristovão Tezza."

A experiência começa abrindo a caixa, que é toda estampada por dentro e por fora, e dentro dela:

Uma carta sobre os 3 anos da Tag
Um manual do usuário com o especial de "como ler este livro"
Um manual do usuário com o especial de "como ler este livro
Imãs de geladeira com várias palavras para que possamos fazer a nossa própria releitura de um poema
Um box maravilhoso com o livro e com a revista

Ainda não conseguir ler o livro, mas a edição está simplesmente maravilhosa: capa dura, com relevo, projeto gráfico lindo e acabamento impecável.





E a revista é toda colorida, com fotos e extremamente bem diagramada!

Adorei a experiência e estou louca para encaixar essa leitura na minha listinha (interminável) de livros para ler!

21 de out de 2017

Resenha: O medo mais profundo

O medo mais profundo
Harlan Coben
2016, Arqueiro

Sinopse:

Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.

Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.
Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.

Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.

Eu já li alguns livros de Coben, e gostei de todos, mas esse foi o primeiro com o protagonista Myron Bolitar. Então, não conheço a história do personagem até chegar em "O medo mais profundo" mas isso não atrapalhou em nada minha leitura. Pelo contrário, me deixou curiosa para ler os outros livros que o trazem como protagonista.

Myron é um agente esportivo que teve sua carreira de sucesso no basquete universitário americano interrompida por uma grave lesão durante um jogo. Lesão que ele acredita que foi "encomendada" por seu rival, Greg, ex-marido e pai dos dois filhos de Emily Downing.

Emily foi namorada de Myron, mas depois que se casou com Greg, não teve mais contato com ex-namorado, ,reaparecendo agora na vida dele com uma bomba: seu filho Jeremy está doente e morrerá caso não encontre um doador de medula. Um possível doador sumiu do mapa e ela precisa da ajuda de Myron para encontrar essa pessoa. E seu argumento para conseguir a ajuda do ex-namorado é perfeito: ele é o verdadeiro pai de Jeremy. 

Bom, está ai o pano de fundo desse romance policial. Já dá para imaginar a motivação que Myron teve para buscar o doador e não se intimidou quando a história foi ficando mais complicada com o envolvimento de pessoas influentes, perigosas e casos nunca resolvidos pelo FBI. 

Gostei muito do personagem principal. Mesmo não sendo sua primeira aparição, o autor oferece as informações necessárias para entendermos sua personalidade, seu carater, suas paixões. 

A trama segue em constante evolução, não tendo nenhum daqueles momentos estagnados que desmotivam a leitura. Por isso você sente que as páginas vão virando sozinhas sem você conseguir pausar a leitura. 

O final não chegou a ser óbvio, nem surpreendente, mas foi um excelente exercício de quebra-cabeça, de reflexão dos fatos para se chegar a conclusão final. 

Recomendo mais esse livro de Harlan Coben! Só a capa que eu não curti...

E você, também gosta dos livros dele?

Conheça os livros do autor já resenhados aqui na Estante:

29 de set de 2017

Resenha: A pequena pianista


A pequena Pianista

Jane Hawking
2017, Única

SINOPSE
Uma vez sentada diante do piano, Ruth se aplicava de coração ao instrumento e à música, esquecendo as reservas inconscientes que pudesse ter sentido.
Ruth nasceu em uma Londres ainda muito marcada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial. Uma criança observadora e pensativa que se vê diante de um mundo adulto confuso, misterioso e de histórias incompletas. Seu maior refúgio está nas lembranças de um tempo mais simples, quando visitava seus avós em Norhambury. À medida que se aproxima da própria adolescência, Ruth descobre a motivação para perseguir o seu sonho de se tornar uma pianista renomada, ao mesmo tempo que se depara com os segredos de sua família ao longo do caminho.
A pequena pianista é um romance sobre a natureza imprevisível do comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino, apesar dos desafios. Uma história sobre diferentes tipos de amor entre pais, avós e crianças, entre jovens descobrindo a primeira paixão e, acima de tudo, o amor pela música.
É hora de fechar a porta do passado e dar uma chance ao futuro.
Pensem em um livro lindo, profundo e encantador. É esse!
A pequena pianista é uma grande história (literalmente, o livro tem 464 páginas!) sobre a pequena Ruth, uma menina que nasceu em uma Londres ainda muito afetada pelo fim recente da Segunda Guerra Mundial.

A autora é a Jane Hawking, a mesma de A teoria de tudo, cuja adaptação para o cinema rendeu o Oscar de melhor ator ao Eddie Redmayne.

Voltando para história, Ruth é filha de John (a quem ela chama de Papai) e de Shirley, com quem tem uma relação extremamente distante e cheia de mistérios.
Desde criança, Ruth viu seus pais discutindo sobre assuntos que ela não entendia e que ninguém se importava em explicar e, por isso, cresceu com muita dificuldade de se conectar com a mãe, com a casa e com o mundo no qual vive.
Os seus dias felizes, e que lhe renderam as melhores memórias, foram quando ela visitava os avós em Norhambury, Nan e Vovô. A casa dos avós é o único lugar no qual Ruth podia ser ela mesma e ser querida e amada incondicionalmente por isso. E também foi lá que ela aprendeu a tocar piano, graças a influência de uma tia falecida que ninguém quer falar a respeito, por mais que Ruth sinta-se fascinada por ela.
A paixão pelo piano e pela música cresce muito rápido dentro de Ruth, e o talento também! Mas, como muitas coisas em sua vida, ela não pode compartilhar esse dom com os pais. Com isso, passa por muitas coisas pra conseguir praticar e deixar aflorar esse dom.

Na quarta capa do livro está escrito que é uma história sobre "a natureza imprevisível sobre o comportamento humano e sobre assumir o controle do próprio destino", e essa frase não poderia descreve melhor.
Todas as páginas são repletas questões sobre relações familiares, amor, segredos, mistérios e dúvidas.

E o que eu mais gostei: a autora deixa a história bem aberta, permite muitas interpretações dependendo de cada leitor. E até no final, ainda ficam muitos pontos duvidosos... Será que vem um outro livro por aí? Espero que sim!

Sobre a parte gráfica do livro, sou suspeita para falar, mas está linda (e dá para perceber isso só de ver a capa, né?).

Recomendo muito participar da escrita impecável de Jane Hawking!


28 de ago de 2017

Resenha: Dois a dois

Dois a dois
Nicholas Sparks
Arqueiro, 2017

SINOPSE:
Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos. Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva - e a se abrir para antigas e novas emoções.
Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado. 
Em 'Dois a dois', Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Eu adoro ler Nicholas Sparks e até sua obsessão pela morte eu já compreendi quando li Três semanas com meu irmão (conheça aqui), mas a experiência com Dois a dois foi um pouco diferente. 
Nesse livro, Sparks conta a história de Russ, um marido apaixonado, romântico e bom pai que se vê sua profissional virar de cabeça para baixo e junto com ela, seu casamento. A esposa Vivian é repugnante, para simplificar. Egoísta e mimada, ela se afasta do marido e da filha deixando toda a responsabilidade pela pequena London, de cinco anos, a cargo do pai. Claro que é esse fato que apresenta o tema principal do livro, a relação entre Russ e sua filha. Um linda relação que vai se construindo aos poucos.

Mas afinal, o que aconteceu durante a leitura que eu não tive a mesma experiência dos livros anteriores? Eu achei maçante, entediante e monótono! Das 501 páginas do livro, eu só consegui me envolver quando faltavam 50! Dá para acreditar? São páginas e páginas de uma Vivian egocêntrica que distorce a realidade e um Russ que se lamenta o tempo todo. O que salva a história são os personagens secundários, esses sim, mais interessantes. A irmã de Russ, Marge, é ótima!

Sempre gostei da escrita fluida de Sparks, sem muita enrolação, mas em Dois a dois eu nem conseguia identificar isso. Só "o encontrei" na história quando uma tragédia se abate sobre a vida de Russ e sua família e a trama ganha um novo ritmo.
Quanto a relação de Russ e London, ela é descrita pelos personagens que interagem com eles na história como algo incrível, raro. Será tão raro assim? Só em meu círculo de amizades conheço vários pais que são assim, amorosos e envolvidos com a educação dos filhos. Aqui em casa tenho o melhor exemplo disso, então me desculpe, mas não consegui me maravilhar com o relacionamento deles.

Dois a dois foi para mim uma decepção e empurrei a leitura até o final. Confesso que foi o primeiro livro de Sparks que eu não gostei, que foi difícil de ler. 

Mas tenho que fazer um registro sobre a capa: linda! E retrata uma cena bela e delicada da história. 

13 de ago de 2017

Juliana na Flip 2017


No dia 29 de julho de 2017 eu realizei uma vontade antiga: participar da Flip! Infelizmente só consegui ir no final de semana – passei o sábado todo e metade do domingo –, mas já foi o suficiente pra sentir a energia e ficar com vontade de ir nos próximos anos.

Antes de começar a contar do que eu participei, tem uma coisa indescritível na feira que vale uma atenção especial: o clima gostoso que contagia todos os presentes. É muito legal ver tantas pessoas em busca do mesmo objetivo, compartilhando experiência e sempre felizes.

O homenageado desse ano foi, merecidamente, Lima Barreto. E os dias contaram com uma programação diversificada e bem interessante. E o grande sucesso de todos os dias foi o ator/autor Lázaro Ramos, que estava lançando o livro Na minha pele, o título mais vendido de toda a Flip.

Mas agora vamos para os eventos que eu pude presenciar:


 A cidade: Paraty é maravilhosa. Uma cidade bonita, com pessoas simpáticas e dona de um charme único. O único problema é o chão de paralelepípedos que, apesar de ser uma marca registrada da cidade, complica muito a movimentação nos horários de “pico”. A alimentação é barata e acessível, mas no final de semana estava bem difícil de achar um lugar pra comer. 











Mesa 12: Romance e história, dois historiadores e uma romancista, João José Reis e Ana Miranda, com Lilia Schwarcz como mediadora. Uma conversa muito rica nos quais abordaram a literatura e a história da escravidão. 



Embora não tenham falado diretamente sobre Lima Barreto, permearam o cenário em que o homenageado viveu e escreveu.


Mesa 13: foi difícil escolher, mas esse foi o meu evento favorito de toda a feira! Foi uma surpresa maravilhosa poder assistir à essa mesa.

Começamos com uma performance impecável da poeta Adelaide Ivanova sobre feminicídio, machismo e política. Não conhecia essa mulher e virei fã!
Depois seguimos com um debate sobre literatura e ativismo com Maria Valéria Rezende e Luaty Beirão.

Maria Valéria é autora, entre tantos títulos, do livro Outros cantos, ganhador do prêmio Jabuti em 2015. E Luaty é um rapper ativista angolano e autor dos livros Sou eu mais livre então e Kanguei no maiki (esse inclusive foi o nome da mesa).

Com uma conversa muito sincera e casual, os dois contaram de suas experiências com a censura e a luta pela liberdade dos seus ideais e escritas.

Para fechar com chave de ouro, Luaty apresentou uma de suas músicas!

Casa Publishnews: o portal Publishnews foi bem ousado esse ano e fez uma programação com muitas mesas de debate e, no final de cada dia, os seus famosos Happy Hours. Estive lá para assistir uma conversa com os vencedores do Prêmio Jovens Talentos. Muito divertida, casual e informativa.

Casa Sesc: a casa estava linda, muito bem organizada e com uma programação legal. Estive lá para assistir um debate sobre livros digitais no mercado editorial atual. Eu esperava mais da conversa, achei que os assuntos discutidos ficaram rasos, mas foi bem interessante mesmo assim. 

Mesa 17: para fechar a feira, fui assistir a mesa mais concorrida da Flip: uma conversa de esquentar o coração entre Conceição Evaristo e Ana Maria Gonçalves. A mesa foi conduzida com fotos da vida Conceição e, a partir da imagem, ela contou como cada experiência refletiu em sua vida literária. 

Livraria principal da feira













Para resumir: foram dois dias de experiências riquíssimas! Pretendo voltar nos próximos anos, mas durante a semana para aproveitar mais a feira e pegar a cidade mais vazia.

Caso nunca tenha ido, aconselho a se programar para não perder a edição 2018.

Matheus, eu, Maitê e Nestor