24 de fev de 2017

Metas de leitura da Ju!

Olá

Preciso confessar uma coisa: ano passado eu li muito pouco. O TCC consumiu 70% do meu tempo que antes era “livre” e os outros 30% eu passei dormindo para aguentar até o final do projeto. Por isso, muitos livros ficaram de lado e a listinha agora se chama: “de 2017 não passa!”.

Como não consigo montar uma coisa para o ano todo, separei 10 livros que eu, com certeza, quero ler até junho desse ano.
Fora esses, sempre surgem outros, né? Mas essa é a lista dos essenciais pra mim!


O mundo perdido, Michael Crichton: o segundo do Jurassic Park! Na verdade, até já terminei de ler esse...é incrível!


Anarquistas, graças a Deus, Zélia Gattai: amo Jorge Amado, mas nunca tinha prestado minhas homenagens à incrível escritora que era a mulher dele, Zélia. Essa leitura está em andamento, quase acabando e estou amando!



O segredo da Dinamarca, Hellen Russel: namoro esse livro há muito tempo e finalmente comecei. Tive que dar uma pausa para ler o livro da Zélia mas logo mais vou voltar nele!



Curso básico de Astrologia 1,2 e 3, March e McEvers : ando cada vez mais interessada em astrologia e, por isso, achei justo acrescentar essa trilogia na minha lista desse semestre!

A resistência, Julián Fuks: o autor foi orientado pelo Mia Couto e essa obra ganhou o Jabuti na categoria Livro de Ficção do ano… nem preciso de mais motivos para ler, né?


Hibisco roxo, Chimamanda Ngozi Adichie: a outra obra dela, Americanah, foi um dos melhores livros que eu já li na vida. Fiquei extremamente encantada com a escrita da autora e quero passar por todas os seus livros.

Terra Sonambula - Mia Couto. Um dos - se não o mais - livros mais famosos do autor. Não consigo me perdoar de nunca ter lido.. foi pra listinha!



Festa no covil, Juan Pablo Villalobos: comecei ano passado mas não consegui engatar e acabei deixando de lado.. vou dar uma segunda chance esse ano e, dessa vez, com mais dedicação!


Algum desses está na sua lista? Você tem outras indicações? Compartilhe com a gente!


Boa leitura para todos!
Juliana





21 de fev de 2017

Resenha: A dança do viúvo

A dança do viúvo
Rick Riordan
Record, 2014

SINOPSE:

A cantora Miranda Daniels está fazendo um sucesso literalmente de matar nas casas de show do Texas. Seu produtor e uma das integrantes de sua banda foram assassinados, e seu agente está desaparecido. 
Para piorar, sua fita demo, que deveria ser enviada a uma grande gravadora para o fechamento de um contrato milionário, também sumiu. 
Agora, cabe ao detetive particular apreciador de tequila e mestre de tai chi chuan Tres Navarre desvendar esse mistério e proteger Miranda das armadilhas da indústria musical, antes que haja novas vítimas.


Quando eu vi na livraria o livro Tequila Vermelha, do autor Rick Riordan (leia-se Percy Jackson) eu fiquei muito animada em saber que ele também escrevia histórias para adultos. Para saber sobre Tequila Vermelha e toda a série, clique aqui.

Agora chegou a vez de ler o segundo volume da série Tres Navarre, A Dança do Viúvo!
A narrativa de Riordan continua uma delícia, bem humorada e com uma boa dose de sarcasmo. Adoro! Mas confesso que eu meio que matei a leitura desse livro, pois a fiz muito fragmentada, não engatei a leitura de uma vez e isso prejudicou meu envolvimento com a história. 

Essa nova aventura de Tres conta o misterioso desaparecimento de uma fita demo de uma promessa do country americano, Miranda Daniel. Tres está prestes a conseguir sua licença de detetive particular, mas uma série de assassinatos que envolvem essa história prejudicam seus planos e ele chega a pensar em largar tudo e seguir carreira acadêmica!

Mas seu envolvimento com a cantora Miranda e outros personagens desse universo da música country o fazem insistir na história, mesmo contrariando os conselhos para deixar tudo isso pra lá. 

A história tem muito personagens, sempre bem desenvolvidos como é uma característica de Riordan, mas para quem leu no ritmo que eu li, fica um pouco confuso lembrar quem é quem. Deveria ter me dedicado mais a esse livro, pois a história é boa e seu desfecho, mais ainda. 

Fica a dica da série Tres Navarre para quem quer conhecer um Rick Riordan diferente. 


9 de fev de 2017

Resenha: O Par Perfeito - Trilogia a Pousada 3

O par perfeito - A Pousada 3
Nora Roberts
Arqueiro, 2016

SINOPSE:
Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro.

Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois.
Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito?

No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Ryder e Hope? A primeira vista, um casal nada provável. Mas as aparências enganam, não é? 
Nesse último livro da trilogia A pousada, Nora Roberts cria um casal diferente e cativante. Ryder é o irmão rabugento que chega a ser grosseiro com Hope diversas vezes. Hope é a toda certinha e mega organizada gerente da pousada da família e a responsável por boa parte do sucesso do novo empreendimento dos Montgomery. Mas uma atração inesperada surge entre eles que, claro, relutam um pouco para assumir os sentimentos. Mas ao contrário do que se esperavam,, eles iniciam um relacionamento "sem frescuras", papo aberto. Bem ao estilo prático de Hope:

"-Carolee está servindo queijos e vinho aos hóspedes, mas tenho que voltar para ajudá-la. Só queria lhe perguntar uma coisa antes.
-Tudo bem.
-Você está pensando em fazer sexo comigo?
-Como diabos eu deveria responder a essa pergunta?
-Seria bom que dissesse a verdade. Dou muita importância à honestidade em qualquer tipo de relacionamento, mesmo que seja só algo casual. Foi um aprendizado da vida. Tudo assim, bem direto - acrescentou, enquanto Ryder ficava ali parado, com as sobrancelhas franzidas e sem saber o que dizer - Sem rodeios e sem complicações. Se não estiver a fim, tudo bem. Só gosto de saber onde estou pisando.
Isso é que é botar as cartas na mesa.
-Eu não faço ideia de onde estou pisando".

 É quando o passado de Hope dá as caras em sua vida novamente, que Ryder percebe o quanto está envolvido e se abre verdadeiramente para algo novo em sua vida.

Paralelo ao romance quente do casal, temos em O Par Perfeito o desfecho da história do fantasma que mora na pousada e está a espera de seu grande amor Billy. Uma linda história de amor, perda e esperança. 

"-Bill. O meu Billy. Eu estava a cabalo e passei do ponto em que me era permitido ir sozinha. Fui até a beira do córrego e e ele estava lá, pescando numa tarde domingo (....)
-Mas ele estava lá e por isso não fazia frio. Eu nunca deveria ter me dirigido a Billy, nem ele a mim. Mas sabíamos, e era como se soubéssemos desde sempre. Um olhar, uma palavra e nosso coração se abriu. Como nos romances que Cathy lia para mim e me faziam rir por causa de relatos de amor à primeira vista. (...)
-Por perto. Ele estava vindo. Eu podia ouvir os canhões, mas estava tão doente... Billy estava vindo. Tinha prometido. Estou esperando. 

Nora Roberts fechou a trilogia com o mesmo encanto que deu início a história dos irmãos Montgomery e suas paixões. Os personagens são bem definidos e a narrativa da autora é precisa e no ponto certo de detalhes, oferecendo uma leitura que flui naturalmente. 

Eu sempre digo e volto a repetir: ler Nora Roberts é garantia de momentos leves, romances lindos e nada perfeitos, mas que dá ao leitor uma sensação de aconchego. É aquele tipo de leitura que só nos faz bem. 

Saiba mais sobre os dois primeiros volumes da trilogia:


UM NOVO AMANHÃ